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  • 04.10.2019

  • Energia

Sucessão rural com desafios, coragem e união

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A energia elétrica de qualidade nas propriedades rurais, somada à evolução da agricultura e o uso de tecnologias para aumentar a produtividade no campo, são fatores importantes para o incremento da produtividade agrícola e a renda das famílias. A sucessão rural torna possível a continuidade dos negócios, quando os pais preparam e ensinam os filhos sobre o trabalho na propriedade.

No entanto, a cooperante Luisa Comin, 33 anos, de Bela Vista, interior de Espumoso, não teve uma preparação para a sucessão rural, que aconteceu após o adoecimento e falecimento do pai. O desafio de Luisa foi assumir a propriedade rural e, ao mesmo tempo, se preparar, aprender e se desenvolver emocionalmente. A jovem conta com o apoio familiar da mãe, Rosana, e da irmã, Laura. Elas administram uma loja na cidade de Espumoso, mas dão todo o suporte e energia para Luisa na gestão da propriedade rural.

Desde pequena Luisa ama os animais, a lavoura e a vida no interior. Porém, quando criança, ela não acompanhava o pai nas tarefas do campo. Formada em Administração, ela não tinha perspectivas de assumir o negócio da família, até o adoecimento precoce do pai. A situação a fez repensar sua missão profissional e sentir o desejo de administrar o que a família havia conquistado, além de evoluir na produção rural. Mesmo com todas as dificuldades e sem conhecimento técnico na área, assumiu a gestão da propriedade em 2012. Desde então, Luisa é responsável pela propriedade de 300 hectares de área cultivada, com a compra e venda de insumos e acompanhamento da execução de todo o trabalho. De acordo com Luisa, o período de transição foi difícil e houve a ruptura das barreiras culturais. “A capacidade nós temos e podemos desenvolver, independente se é homem ou mulher. A essência é amar o que fazemos, e por isso, sou muito feliz e realizada profissionalmente e como pessoa, estando no interior e vivendo o agronegócio”, explica.

De acordo com Rosana, o papel da mãe em uma família de mulheres é incentivar, dar força e coragem. “Nos vemos não somente como mulheres, mas como guerreiras e pessoas que conseguiram fazer aquilo que estava a sua frente e não desistiam”, ressalta. Luisa também trabalha como life coaching, agregando a parte de desenvolvimento humano com a produção agrícola na propriedade. Para a irmã Laura, a perda do pai e a continuidade da lavoura foi um momento desafiador para a família. “Nossos pais sempre nos incentivaram a estarmos juntas, e a união com a minha irmã e a minha mãe foi essencial”. Com muita coragem, união familiar e a energia da Coprel, Luisa Comin mostra que é possível continuar aprendendo e estar à frente da propriedade rural: um grande exemplo da força da mulher no agronegócio.
 

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